Nem tão doce...

Nossos pensamentos são as sombras de nossos sentimentos - sempre mais obscuros, mais vazios, mais simples que estes.

segunda-feira, maio 23, 2011

Final de temporada

Bem, queridos leitores. Faz muito tempo que não venho postar nada aqui. Sim, sou preguiçosa mesmo. Enfim, o que me motivou a postar foi que acabei de assistir os episódios 21 e 22 da sexta temporada de Supernatural. A série caiu de qualidade? Sim, um pouco. Mas ainda não consigo deixar de ver.
Bem, deixo aqui um desabafo. Nos episódios anteriores fiquei decepcionada e dividida ao ver o rumo que o Cass estava tomando.
Sentia que ele estava seguindo um caminho parecido com o do Luci e isso não poderia acabar bem. E o ultimo episódio confirmou minhas suspeitas.
Pra quem não assistiu, os próximos parágrafos contém spoilers sobre o final da sexta temporada e talvez sobre o começo da sétima.

Castiel virou a casaca. Pois é. O meu anjinho favorito não só entrou para o lado dos bad-boys, como passou a perna no Rei do inferno e se serviu sozinho do Purgatório. Não fosse apenas isso, a barreira na mente do Sam caiu, e o mesmo tem agora que conviver com as lembranças do inferno.
O Cass se declarou o mais poderoso ser vivente, depois de destruir Rafael, e proclamou a si mesmo o novo Deus. Além disso, deu um ultimato aos Winchesters. Adoração ou Aniquilação.
Agora nessa sétima temporada, que já foi confirmada pela WC, Dean e Sammy terão um novo oponente. Eu creio que eles terão que achar um jeito de destruir o Cass. O que é uma pena.
Suas armas já não funcionam, seus esconderijos não são mais seguros. - Spoiler

Agora, eu estou dividida. Como poderei torcer para que o Cass seja destruido, quando ainda quero pega-lo no colo e dormir abraçadinha? Não sei. Mas só sei que ele pode ser o oponente mais forte que S&D já enfrentaram. E ele ta foda.
Enfim, é isso. Comentem ou eu mando o Castiel atras de você.


terça-feira, abril 12, 2011

Coisas que eu nunca direi



Ao passageiro sombrio.


Bem, acho que é a primeira vez que tento estabelecer esse tipo de ligação com você. Mas eu queria começar essa carta pedindo desculpas. Sim, desculpas por todas as vezes que eu te reprimi. Por todas as vezes que eu senti vergonha por você, e todas as vezes que eu te silenciei.
Não foi justo. Eu reconheço. Mas certas situações teriam sido muito mais difíceis se eu tivesse te deixado falar, não é? Talvez não. Talvez tivesse liberado tudo o que eu o faço segurar, e tirasse esse peso do meu peito.
Sabe, há tantas coisas que eu adoraria poder dizer. Tantos gritos que eu queria dar, tantos sapos que eu não devia ter forçado sua garganta à baixo. Acho que é por isso, que tudo o que você é, ou pelo menos grande parte do que é, é por minha causa. Toda essa revolta e toda essa repulsa... Todo esse ódio acumulado. Se não fosse por mim você não estaria ficando cada vez mais forte.
Mas o que fazer?
Não sei mais quanto tempo poderei segura-lo. Poderei fingir que você não está ai. Não imagino quanto mais poderei fingir que não está sempre sussurrando ao meu ouvido, ou ignorar todos os gritos de dor e suas tentativas de rasgar a minha pele por dentro, de romper minha armadura, e libertar-se desse exterior sóbrio e contido que eu tento manter.
Eu não sei o que você é, mas sei que está ai. E sei que vez ou outra consegue tomar o controle. E é errado, mas quando você está dirigindo – quando está no comando – eu me sinto viva. Apesar de todo o mal estar que vem depois que você vai embora. Também sinto a excitação de estar totalmente errada.
Eu não queria lutar contra você. Sei que provavelmente nada mais poderia me amar e me aceitar como eu sou. Mas é preciso. Não posso entregar-te o controle. Apesar de toda vez que te silencio, eu sinta que algo dentro de mim morre um pouco. Ah, se eu pudesse render-me à você... Mas não posso. Ou acabaremos ambos mais presos do que nunca. Isolados, ameaçados e acuados.
Eu me libertaria da mascara de boa moça, mas é ela que me garante a liberdade de passar despercebida nesse mundo. A liberdade de ser igual, de ser comum.
Não que eu tenha algum apreço por isso. Eu só acho bem mais fácil ser assim. Mas você me conhece. Evito confrontos quando os julgo desnecessários. Não sou como você, que sempre sabe como nos defender. Sempre passiva. Sempre tentando manter a harmonia. Nunca fazendo nada que pudesse desequilibrar o ambiente e as pessoas com quem convivo.
Desculpe-me, mas esse é o papel que eu tenho que cumprir. E ele não deixa espaço para você.
Talvez algum dia... Algum dia...

Até lá, passageiro sombrio.



terça-feira, abril 05, 2011

Femme Fatale



 “Hoje é o dia, eu quase posso tocar o silencio... ♫”
Okay, não era bem isso que eu ia escrever, certo. Enfim, hoje é um dia como qualquer outro. Ou pelo menos começou assim.
Ela estava em casa, terminando o café e lendo o jornal quando ouviu a campainha. Fato que não a agradou em nada, uma vez que aquele deveria ser seu dia de folga e não estava esperando visitas.
De fato, nunca recebia visitas, apenas trabalho e mais trabalho.
Sua vida sempre fora o seu emprego, e ela gosta dele. Ele a faz sentir-se viva. Quantas pessoas podem falar assim de seus trabalhos?
Pois bem. Certo que não é algo muito convencional, mas cada um usa seus talentos como pode, não é?
Voltando à narrativa...
Levantou-se, muito a contragosto e fui atender a maldita porta, pronta para soltar os cachorros em quem quer que esteja ali do outro lado.
Abriu a porta abruptamente, e para a sua surpresa, ninguém do lado de fora. O que era um fato um tanto curioso. Teriam as crianças do vizinho descoberto sobre a  folga e decidido lhe aporrinhar o dia todo, hoje?
Bufou e dou de ombros, mas quando ia bater a porta, seus olhos detectam a presença de um grande envelope amarelo sobre o capacho com a simpática inscrição: “Bem vindos”.
À seu ponto de vista, aquilo era uma inutilidade enorme, sendo que nunca recebia visitas, como já foi citado anteriormente.
Recolhera o objeto deixado e olhou mais uma vez em volta, antes de entrar com o envelope grande, em um amarelo irritantemente vivido, sob o braço. Sentou-se novamente para terminar seu café. Sorvia lentamente o liquido enquanto encarava o maldito, até que decidira abri-lo.
Maldita curiosidade aquela. Sabia que era trabalho, e provavelmente urgente para me ser entregue assim. Descansara a xícara vazia e depositou toda a atenção naquele papel amarelado. Com cuidado e valendo-se de uma pequena adaga cortou a parte superior e despejou o conteúdo no balcão. Continha uma foto e um bilhete escrito a caneta.
A primeira coisa a ser observada foram os números no bilhete rabiscado. Dependendo destes, decidiria se veria ou não a foto. Bem, eram oito dígitos. Muita coisa vale a pena por oito dígitos. Virou a foto e observei a face na mesma. “Mas que merda, hein?!” Foi o que pensou ao ver o rosto envelhecido de uma antiga colega de escola.
Normalmente ela não se importaria com esse detalhe, sabe? Sempre fora meio reclusa. Tinha amigos que davam para contar nos dedos da mão esquerda, e a garota da foto era uma delas.
Sentou novamente, encarando a foto e os números. Certo era que não a via há anos. Quem sabe o tipo de pessoa que devia ter se tornado? Enfim, se  enviaram a foto, motivo tem. 
Levou a foto para o banheiro e a queimou sobre a pia. Lavou o rosto e se olhou no espelho. Parece que a folga acabou.
Arrumou o que tinha que arrumar e saíu. Um telefonema e ela tinha o endereço. Foi simples, fácil e limpo. Chegou lá em alguns instantes. A casa estava vazia e silenciosa, mas não foi difícil entrar. Subir ao segundo andar e encontra-la ainda dormindo foi um prêmio. Não teve que responder perguntas, e nem testemunhar o desespero. Foi limpo. Foi rápido. Ficou aliviada por ter terminado tão rápido. Agora podia ir para a casa, e aproveitar sua folga ou pelo menos dela, o final.

terça-feira, março 29, 2011

Sonhando com o passado.



Querido, L. M.

Faz tempo que não escrevo para você, não é? Quando estiver lendo isto, irá se perguntar o que me levou a tentar re-estabelecer contato depois de tanto tempo, não?
Bem, noite passada eu sonhei com você. Lembrei de você, e desde então não consigo tirá-lo da cabeça.
O que aconteceu com a gente? Éramos tão próximos, tão ligados. Era o meu melhor amigo.
Mas aprendemos de forma dura, que nada perdura para sempre. Fomos afastados. Os laços fortes que nos uniam antes agora estão fracos. A distancia, a faculdade, o trabalho. Sempre deixando o outro para depois, para "quando tivermos mais tempo". Mas esse tempo nunca veio.
A vida de adultos foi sufocando lentamente a amizade verdadeira e forte que tínhamos quando crianças. Agora mal consigo vê. Não ando com tempo nem para mandar um e-mail.
Eu não conseguia mais sentar e olhar isso acontecer. Não suportava mais ver o tempo tira-lo de mim assim.
Então aqui estou eu. Pode parecer tolice. Talvez até seja. Mas é também uma tentativa desesperada de não te perder.
Ainda lembro do seu sorriso encantador. Ainda vejo seu rosto quando fecho os olhos. Ainda posso ouvir a sua voz no vento. Cantando pra mim. Lembra?
Mesmo estando longe, mesmo sem nos falarmos com tanta freqüência como fazíamos antigamente, tu ainda é o meu 'porto seguro' por assim dizer. Queria saber explicar isso direito, mas vou tentar fazer o melhor que minha cabeça filhadaputa permite.
Sempre que o 'tempo fecha', sempre que a maré sobe, e o vento vira, você sabe que é pro seu colo que eu quero correr. Eu tento parecer forte e indiferente, mas você é um dos poucos que sabe o quanto eu sou sensível. É um dos poucos com quem eu consigo me abrir, e o único que me agüenta chorando no teu ouvido.
O fato é que eu sempre adorei estar perto de você, e falar contigo, e desabafar, e te dar conselhos, e o mais importante, saber que posso te apoiar, e que tenho onde me apoiar, toda vez que o chão foge de mim.
Eu sinto tanto a tua falta, que tu nem faz idéia.
Eu só queria que voltássemos no tempo. Que não nos afastássemos como fizemos, ou que pelo menos consigamos nos reaproximar agora.
Espero que esta carta não esteja saindo muito confusa. Mas é sempre assim quando escrevo para você.
Uma colisão de sentimentos que não consigo traduzir em palavras. Não do jeito certo. Me desculpe por isso.
Me desculpe por nem sempre ter sido uma boa amiga, ou por ter faltado em algum momento importante.
Me desculpe por ter deixado a vida nos afastar.

Te amo pouco pra quem diz ser muito.
Sem exagero, já exagerando.
Daquele nosso tanto. 

Tiro tudo que eu tenho e te dou (ui ;9) só para ver você sorrir, 
waah, mato muitos, e salvo poucos só para te ver feliz, 

sua Kykyh. 



sábado, março 19, 2011

Pray for... Nah, deixa pra lá.


 
Ah, essa foto é o Rio de Janeiro, não o Japão.

Então, vim aqui não pra falar da tragédia do Japão. Todo mundo sabe o que ta rolando por lá. E não precisam de que eu venha aqui pra falar.
É realmente muito, triste, uma calamidade e etc.
Mas tenho que comentar uma coisa que me irrita. A hipocrisia do povo brasileiro.
Deixe-me explicar.
Veja, eu tenho fake e tudo mais. E a maioria dos fakes que eu conheço são de personagens de anime, ou de pessoas que gostam particularmente da cultura nipon.
Nos últimos dias, depois da catástrofe, tenho vistos vários perfis com a frases como “Pray for Japan” e etc. Na minha opinião, eu acho filhadaputagem.
Na boa. Nada contra o Japão, acho que foi uma calamidade, mas e ai? Já esqueceram das enchentes no Rio, em Sampa e até em Minas? Das milhares de pessoas que morreram nos deslizamentos de morros, no Rio, nas enchentes em Santa Catarina? Esqueceram da seca no Nordeste e das doenças no Amazonas?
Sabe, eu acho que antes de queremos ajudar um país de primeiro mundo, com muito mais condição de se reerguer antes mesmo de estarmos prontos pra copa do mundo, devíamos olhar mais envolta. Olhar para os problemas do nosso país. Por que não vi nenhum “Pray do Sta Catarina”? Ou “Pray for Rio”? Que tal promovermos uma nova campanha: “Pray for Brasil”?
Na boa, não quero comparar. Mas nosso país sofre com a natureza todos os anos, e por falta de estrutura muita gente morre, não é? Quantas vidas não são perdidas nas chuvas do começo do ano? Mas não vejo as pessoas, a comunidade fake pelo menos, se mobilizando dessa forma.
Acho que a maioria só se ligou no que ta acontecendo por que é o Japão. Falo mesmo, ok?
Na verdade, acho também sacanagem esses missionários que ficam se aproveitando das catástrofes como esta para promover sua religião. Se os Japoneses precisam de ajuda, eles precisam de comida e água, não de bíblias.
E já que é pra ajudar o exterior? Que tal a faixa de gaza? Os países do oriente médio? Não, né? Afinal de lá não vem NENHUM manga.

Podem me xingar agora. Out.

quarta-feira, março 16, 2011

Intenso e doentio.




Eu odeio muito as suas amigas. É simples assim, com essa afirmação começo esse texto. Não me venha dizer que é exagero ou paranóia minha, mas... Você sabe bem o quanto elas podem ser irritantes. Sempre em cima de você, sempre cheias de carinho e atenção. Quantas vezes eu não já te disse isso? Quantas vezes não te pedi pra dizer o quanto me incomoda?

Eu sei que a maioria não entende como você acabou com uma garota como eu, quando ELAS estavam todas disponíveis. E eu odeio que você não veja, ou finja não ver, como elas se jogam pra você na minha frente.
Eu queria que você pudesse ver como eu vejo. Eu queria que se colocasse em meu lugar. Por que sempre briga comigo por causa delas? Não vê que é exatamente o que elas querem? Como você pode ser tão cego? Eu sinceramente já não sei mais o que fazer pra te provar. É impressionante como você sempre cai nesse joguinho. Como me deixa de lado sempre, não só pelas suas amigas, mas por qualquer coisa.

Sempre estou em segundo plano, não é? Sempre tem algo, ou alguém mais importante, um assunto mais urgente e fico eu, esperando de novo que nem uma palhaça, enquanto você se diverte por ai. Por que faz isso comigo? Só por que sabe que eu não vivo sem você? Mas sei que não é você, meu bem. São as outras. Sei que você não faz por mal, só se deixa ser influenciado por todas elas.

Não aguento mais essa conversa, não aguento mais você dizendo que sou paranóica, neurótica e brigando comigo por causa dessas garotas. Não aguento mais isso, meu amor. Oh, Deus sabe o quanto eu tentei ser legal com elas, e como eu tentei me enturmar, mas elas não deixaram. Sempre me provocando, sempre se esfregando em você como se eu não estivesse ali. Não deu mais pra aguentar. E agora eu só posso me lamentar.

Desculpe meu amor, depois de tudo eu perdi a cabeça. Eu sei que passei muito da conta, mas você também não me deu escolhas. Quantas vezes eu já não tinha dito isso? Quantas vezes já não tinha te avisado? Agora me obrigou a fazer isso? E o que eu vou fazer com você agora? O que vou dizer aos nossos pais? Sua mãe foi sempre tão legal... O que eu faço agora, amor? Como vou limpar todo esse sangue? Por que não me responde mais? Bem... Pelo menos agora ninguém mais pode tirar você de mim.

terça-feira, março 08, 2011

Dia internacional da mulher


Não costumo postar com tanta frequencia, eu sei. Mas enfim, demonstrarei minha indignação com o dia de hoje.
Ai vocês podem dizer "Mas é o dia da mulher e tu é mulher" e eu vos explicarei por que me indigno com isso.
Bem... Começarei citando o Vinie. Um menino com quem eu adoro conversar:
"Um dia mostra a escrotice dos homens que não deram esse dia internacional pra nós porque acham que merecemos, mas sim como um "cala a boca"."

Partindo dessa observação, desenvolvo esse pequeno texto cheio de furia e indignação.
Não estou dizendo que não merecemos um dia, mas cá entre nós, merecemos bem mais do que isso.
Quantas mulheres não vivem em uma jornada dupla, e muitas vezes tripla, de trabalho? Sim, tripla, por que muitas vezes, depois da dupla, ainda tem que agradar o marido folgado e filho da puta.
São séculos e séculos de submissão, abusos interminaveis. Fomos agredidas, violentadas, presas e assassinadas. E acham que nos dando um dia, vamos esquecer de tudo o que aconteceu.
Ai vocês vem e me dizem que esse dia, é um avanço em tudo que a mulher já lutou pra ter. Toda violencia e sutiãs queimados.
Não posso discordar. De fato é sim. Mas ainda temos muito por que lutar. Muito pra conquistar.
Só creio que não é só por um dia que devemos nos lembrar de tudo que passamos, mas que deve ser algo constante.
E eu não gosto de cantar vitória antes da hora.

*Em algum momento de suas vidas, metade das latino-americanas é vítima de alguma violência
* De acordo com a Organização de Saúde, de 85 a 115 milhões de meninas e mulheres são submetidas a alguma forma de mutilação genital por ano, em várias partes do mundo.
* Estima-se que pelo menos uma vez ao ano, 50% das mulheres árabes casadas são espancadas por seus maridos e 25%, uma vez a cada seis meses.
* Em 1993 o Banco Mundial diagnosticou que a pratica de estupro e de violência doméstica são causas significativas de incapacidade e morte de mulheres na idade produtiva, tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento.
* No Brasil a cada 4 (quatro) minutos uma mulher é agredida em seu próprio lar, por uma pessoa com quem mantém uma relação de afeto.
* O Banco Mundial estima que uma em cinco mulheres no mundo já foram atacadas física ou sexualmente.
*Segundo a Sociedade Mundial de Vitimologia (Holanda), que pesquisou a violência doméstica em 138 mil mulheres de 54 países, 23% das mulheres brasileiras estão sujeitas à violência doméstica.
*As estatísticas disponíveis e os registros nas delegacias especializadas de crimes contra a mulher demonstram que 70% dos incidentes acontecem dentro de casa e que o agressor é o próprio marido ou companheiro.
*Mais de 40% das violências resultam em lesões corporais graves decorrentes de socos, tapas, chutes, amarramentos, queimaduras, espancamentos e estrangulamentos.
*O Brasil é o país que mais sofre com a violência doméstica, perdendo cerca de 10,5% do seu PIB em decorrência desse grave problema

Num país onde Funk e axé são considerado culturas, ritmos esses em que a mulher é personificada em um objeto para ser observado, usado, e desvalorizado. Expressões como cachorra, popuzuda e rapariga fazem parte do vocabulário de muita gente. Só me da vergonha de ser mulher Brasileira.

"Eu comecei essa carta com desejo, eu terminei com cólera; Eu sonho que amor sem tirania é possível."

"Eu não posso ser comprada ou intimidada porque sou cortada ao meio. Eu ando com as mulheres sussurrando em meus ouvidos. Toda vez que choro há um nome vinculado a cada lágrima." (Andrea Dworkin) 

segunda-feira, março 07, 2011

Alternativas para um carnaval feliz./ornot




Certo, é carnaval. Bem, nem todos tem o meu azar de não ter a globo pegando em casa. O que é uma pena, pois esse ano que queria ver a mangueira entrar. L
Mas o que fazer, nesse feriado fútil em que temos que aturar o povo bebendo, caindo, levantando e bebendo de novo? Vizinhos xexelentos, ouvindo a coletânea do É o Tchan ininterruptamente, crianças remelentas – péra, isso eu tenho que aturar todo dia nesse condomínio – a sua tia gorda tentando, com sua mãe também gorda, descer na boquinha da garrafa. Os mais velhos tentando voltar a adolescência de forma totalmente fail. A televisão que consegue ficar ainda pior, por que se não é desfile de escola de samba de um lado é trio elétrico em salvador do outro. E pra melhorar seus ‘amigos’ mais retardados querendo te levar pra morrer em uma micareta.
Ai eu tenho vontade de subir no telhado e gritar “FODEU” depois me jogar lá de cima, ou no mínimo furar meus tímpanos.
Mas não podendo fazer nada disso, como agir nesse tempo de infelicidade? Alternativas mais saudáveis, é claro.
Bem, se a sua pegada é mais hardcore, na minha cidade – Graças a Geová – tem uma coisa chamada “CarnaRock”. O que seria isso, vocês me perguntam? Simples. Consiste em invernar num bar, enchendo a cara e ouvindo cover das melhores bandas que você conseguir pensar. Tem Strokes? Tem. Tem Ramones? Tem. Tem Poison? Tem. Tem Guns? Não devia, mas tem. Tem Nirvana? Tem. Tem Slayer? Tem. Tem Metallica? Tem. Tem Iron? Tem. Tem Warrant? Tem. Tem Cine? NÃO!
Agora, se você é mais natureba. Carregue seu mp3 e vá para um pesqueiro, uma fazenda, um retiro da sua igreja. Qualquer lugar longe da poluição sonora da cidade nessa época do ano.
Se você é um Geek, bem o site “Garotas Geeks” trás ótimas dicas. Aqui vai algumas das minhas favoritas.
·        Assista todas as temporadas da sua série favorita: Choveu e não deu pra sair, seus pais viajaram e tu ficou em casa sozinho? Não é o fim do mundo. Pegue aquele box da sua série favorita e comece por ele. Assistiu todos os episódios e não tem mais o que fazer. Internet! Recomendo o “baixedetudo.net” Baixe alguma série que quer ver e vá em frente.
·        Maratona de filmes e/ou animes: Acabou os seriados, e ainda está no tédio? Organize seus dvds e comece re-assistindo seus favoritos, e vá até aqueles que estava morrendo de vontade de ver.
·        Releia seus livros/mangás favoritos: Por que não? Além de colocar em ordem sua estante de livros, ainda pode se distrair e deixar a mente viajar pra longe do fervo do carnaval.


Enfim, e quanto a mim? O que eu vou fazer no carnaval? Não que eu tenha vida social, nem nada. Ficarei em casa, no pc. Jogando Combat Arms e Transfomice. Ou rpg pelo msn. Depende do estado da minha conexão.
A todos eu deixo um feliz carnaval, e divirtam-se, cada um na sua vibe. ;*

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

LOL!! WTF?


Não, não vou postar sobre a Sou 1337 etc, etc.


Quem aqui viu o novo episódio de supernatural? Na boa, que tenso foi aquilo.
 Dean e Sammy interpretando Jensen e Jared? Como assim? Que tenso aquela realidadezinha. Foi um episódio no minimo... curioso. Pra falar a verdade. Mas foi engraçado. Eu pessoalmente, ri pra cacete. Mas admito que ao ouvir o direto chamar o Dean de Jensen pensei "WTF?"



Demorei um pouco para juntar as peças e descobri do que o episódio tratava. Foi um episódio bonzinho no geral. E o anjo de 12 foi cool. Mas o enredo eu achei meio tenso. Tipo... acabou com a magia da série, na minha opinião.





E que história é essa de matar o Misha? Por que logo o Misha? E por que ele estava tão gayzinho?
Não gostei, não gostei. Prefiro ele como Cass. -s
Mas vou segui-lo no twitter. qq




Agora me resta esperar para ver o que tem nos próximos episódios.

E anjo é figurante mesmo, ta ligado cóe a da malandragem? qq



Ah, fdps, não leiam apenas. Comentem também ou comerei vossos rabos com vigor. 3bj

E me sigam no twitter: AbandonOfHope

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Eu finjo, elas fingem, nós fingimos.

Antes de mais nada, devo avisar que este post é recomendado apenas para maiores de 18 anos, ou pessoas que já tenham a vida sexual ativa. Em especial, para os rapazes.


Bem, como já devem desconfiar, esse post fala sobre fingir orgasmos. Sim, nós fazemos isso, e vocês sabem.
Eu, por exemplo, finjo muito. Não é por que sou frigida nem o caralho a quatro, mas é por que só encontrei incompetentes. E não se enganem, não é por que você e a sua dignissima namoram desde a quarta série, ou por que estão perdidamente apaixonados, que ela não vai fingir na hora H. Se não souber o que está fazendo, e provavelmente não sabe, vai rolar.
Por que fingimos? Beeeem, os motivos são muitos, mas todos se originam na incompetencia de vocês na hora de meter. Enfim, citando e explicando os motivos mais conhecidos.
Para poupar o ego e a virilidade do parceiro - Tem vaaarias meninas que fingem, por que o namoradinho ta lá, dando duro, se esforçando e tal, mas simplesmente não conseguiu atingir o ponto certo, e como não querem magoar o garoto, dão uma gemidinha ali, um suspiro acolá e pronto.
Para poupar a si mesma - Vocês são incompetentes na hora H, mas se a gente fala ou se não finge um orgasmo, nós somos frigidas? Vou te contar, é muita Claudia e pouca cadeira nessas horas. Totalmente broxante.
E no meu caso, para evitar a fadiga - Ta, sendo sincera agora. Estamos lá, normalmente por baixo, afinal já estou tendo o trabalho de fingir, ok? Estou lá, olhando o teto, e o gatinho se esforçando, metendo, gemendo e etc. Pode até estar bom, mas não chegou . O que fazer? Bocejar? Ficar olhando o teto em silencio? Não. Afinal não custa nada um gemidinho e pans. Eu por exemplo tenho até um textinho. Se consiste no seguinte:
* Gemidinho * - mais forte, mais fundo, blablabla - *gemidinho* 
Não tem segredo, é só isso e o rapagão acha que é o deus do sexo. Só evitem bocejar.

Mas, na maioria da vezes, não é nem por que o cara não sabe meter. Mentira, é sim. As vezes é só por que não tivemos estimulo o bastante pra chegar lá. Por incompetencia do manolinho, derrr.
Vou contar uma coisa, que vocês já deveriam saber. PRELIMINARES!
Sim, são importantes, muito importantes. Não só pra vocês. É preciso prática e paciencia, meninos. Afinal, se não estivermos o bastante estimuladas não vai rolar. Ademais, nosso orgasmo não é sincronizado com o de vocês. Não é só por que gozaram que podem vestir a calça e ir embora. A não ser que estejam pagando. q
Quando me deparo com sujeitos assim, tenho a tendencia de estar ocupada, viajando, em coma, morta, quando voltam a me ligar. -s
É fato. Então se acha que sexo se resume em meter, meter e gozar, meus pesames. Meu vibrador é mais util do que você. -S
É, sem mais o que acrescentar. A criatividade já me foge.
Reflitam nisso meninos, ou passem o resto da vida sem satisfazer uma mulher. /facepalm

quarta-feira, janeiro 26, 2011

É proibido sofrer

Sim, depois de séculos em venho aqui para postar uma letra de musica. É, a criatividade me abandonou faz tempo. Mas enfim, é uma critica e tals. Espero que gostem, ou não. Tanto faz. Foda-se. q

É proibido  sofrer.
- Leoni. -                               


É proibido sofrer
Nas noites longas de inverno
Quando o mundo todo te esquecer 

É proibido sofrer
Esperando por alguém
Que nunca vai aparecer 

É proibido sofrer
Nos dias longos de sol
Na lua cheia e no carnaval 

É proibido sofrer
A dor é só um descuido
Já tem remédio pra tudo 


Tem alegria em tablete
Pra te manter no ar
Só sofre quem não quiser
Ou não puder pagar

A ordem é ser feliz
Por toda a eternidade
Feito prisão perpétua
Entre sorrisos falsos e amenidades

É proibido sofrer
Eu li, tá fora de moda
É falta de educação

É proibido sofrer
Os dias são de euforia
A felicidade é uma obrigação.

É proibido sofrer
Chorar nas tardes de outono
Pensar demais e perder o sono

É proibido sofrer
Não vale a pena a viagem
É muito cara a passagem

É muito escuro no fundo
Ninguém mais vai pra lá
Ninguém te chama pra nada
Nem quer te visitar

A ordem é ser feliz
Por toda a eternidade
Feito prisão perpétua
Entre sorrisos falsos e amenidades

Momentos rasos de normalidade
Não me apareça aqui
Com sua bagagem de infelicidade 

Porque a ordem é ser feliz
É proibido sofrer (é proibido)
A ordem é ser feliz
É proibido sofrer (é proibido)
Porque a ordem é ser feliz
É proibido sofrer (é proibido)
A ordem é ser feliz